Veja, km a km, o que os motoristas vão encontrar na Tamoios neste fim de ano

Rodovia deve receber mais de 460 mil veículos a partir desta sexta (20).
Veja as condições da rodovia e trechos que ainda não foram concluídos.

Carolina Teodora e Carlos Santos Do G1 Vale do Paraíba e Região

Principal acesso ao litoral norte de São Paulo, a Rodovia dos Tamoios (SP-99) terá as obras de duplicação suspensas a partir desta sexta-feira (20) para absorver o tráfego de aproximadamente 460 mil veículos que são esperados na rodovia durante as festas de Natal e Ano Novo, de acordo com a estimativa da Secretaria do Estado de Transportes.

Quem trafegar pela rodovia nesse período terá pista dupla e acostamento nos dois sentidos entre os kms 11 e 60,  e a velocidade máxima permitida retomou para 80 km/h, após ficar em 60 km/h por dez meses.

Mas é preciso atenção: além das mudanças geradas pela duplicação, os retornos em nível estão fechados e, em um trecho de quatro quilômetros, na altura do km 26, em Paraibuna, a obra ainda não foi concluída e o motorista deve ficar atentos com as placas. Nesses trechos, a velocidade permitida continua sendo 60 km/h.  O G1 percorreu a rodovia nesta semana e mostra o que o motorista deve encontrar ao longo da viagem:

Trecho
Do km 11 ao 24
Em São José dos Campos

A pista está duplicada e o asfalto foi recapeado. Também foram instaladas barreiras de proteção em alguns trechos, para impedir que o motorista invada o sentido contrário. A barreira está sob uma faixa metálica que tem a função de impedir que o farol alto do veículo em um sentido prejudique o motorista que está na outra pista. Neste trecho, tem um posto da Polícia Rodoviária Estadual, na altura do km 22, em Jambeiro, e radares fixos. As obras, que tiveram início em maio de 2012,  consumiram R$ 672,4 milhões.

Trecho do 11 da Rodovia dos Tamoios, na altura de São José dos Campos (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do 11 da Rodovia dos Tamoios, na altura de São José dos Campos (Foto: Carlos Santos/G1)






Do km 25 ao 28
Em Paraibuna

O trecho que começa em Paraibuna é o mais complicado. A obra no trajeto de quatro quilômetros, onde está a região da Serrinha, ainda não  foi concluída e será retomada em 6 de janeiro. Uma mudança que o motorista deve ficar atento é a alteração no traçado já que agora a  descida será feita em uma nova pista, criada cerca de 10 metros abaixo da estrada original. Entre os kms 27 e 28, a pista não sofreu nenhuma alteração e o tráfego ocorre em mão dupla.

Trecho do km 25 da Tamoios, na altura de Paraibuna é onde a obra ainda não foi concluída (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do km 25 da Tamoios, altura de Paraibuna, onde a obra não foi concluída (Foto: Carlos Santos/G1)
Do km 29 ao 39
Em Paraibuna

O tráfego volta ao normal após uma ponte no km 29 e segue assim até o km 31,5, onde foi colocado barreiras plásticas provisórias para separar as pistas. Até o km 37 são três pontos curtos sem guard-rail, o que exige mais atenção dos motoristas. Os retornos em nível estão fechados e o fluxo será redirecionado para os retornos provisórios na altura dos kms 32, 35 e 39.

Trecho do km 37 é um dos pontos sem guard-rail da Rodovia dos Tamoios (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do km 37 é um dos pontos sem guard-rail da Rodovia dos Tamoios. (Foto: Carlos Santos/G1)
Do km 40 ao 50
Em Paraibuna

Atenção do motorista deve ser entre os km 45 e 48, onde tem bastante maquinário encostado no acostamento. Atenção ainda para a curva do km 48, nesse trecho a divisão das faixas é feita com cone e em uma das pistas eles não conseguiram terminar a pintura da faixa. Logo após a curva do km 48, tem um desnível grande entre o acostamento e o barranco.

Trecho do km 48 da Tamoios; curva exige atenção do motorista  (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do km 48 da Tamoios; curva exige atenção do motorista (Foto: Carlos Santos/G1)
Do km 51 ao 60
Em Paraibuna

Últimos trechos da obra de duplicação. Na altura do km 55 tem bastante maquinário e o acesso a Salesópolis (SP) pode gerar uma certa confusão ao motorista. Problema também no trecho entre os  kms 57 ao 59, que está com barreira improvisada e a pintura está falha em alguns trechos. Nesse trecho, o trânsito pode começar a afunilar porque o trecho de serra não foi duplicado.

Trecho do km 55 da Tamoios tem problemas como excesso de maquinário. (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do km 55 da Tamoios tem problemas como excesso de maquinário. (Foto: Carlos Santos/G1)

Veja antes e depois das obras de duplicação

Trecho do km 20 da Rodovia dos Tamoios, em Jambeiro, antes das obras de duplicação. A imagem foi feita em maio de 2012, um dia antes do início das obras.  (Foto: Divulgação/Dersa)Trecho do km 20 da Rodovia dos Tamoios, em Jambeiro, antes das obras de duplicação. A imagem foi feita em maio de 2012, um dia antes do início das obras. (Foto: Divulgação/Dersa)
Trecho do km 20 da Tamoios após as obras de duplicação da pista; a única semelhança é o ponto de ônibus e o acesso em nível.ntos.G1 (data18.12.2013) (Foto: Carlos Santos/G1)Trecho do km 20 da Tamoios após as obras de duplicação da pista; a única semelhança é o ponto de ônibus e o acesso em nível (Foto: Carlos Santos/G1)

(Suspenso neste período de Festas)


Fique atento às interdições de duas horas na Rodovia dos Tamoios
 

(SJ dos Campos/Caraguá), para obras de duplicação.

Todas as terças, quartas e quintas-feiras

das 12h às 14h
 
entre os km
14 e 55

estão previstas detonações de rochas, com consequente interdição total da via

Os serviços podem ser adiados em caso de 

condições meteorológicas desfavoráveis ou problemas técnicos.

Durante a semana, a via está sujeita a interdições parciais em trechos específicos, entre os 
quilômetros 11 e 60, das 7h às 17h. 

Nas sextas-feiras, os bloqueios parciais poderão ocorrer das 7h às 14h. 

Nestes casos, serão realizadas operações Pare/Siga com auxílio da Polícia

Rodoviária.

 


Informações: 

 0800 055 55 10 ou Twitter @novatamoios.

ALTERNATIVAS

Mogi-Bertioga (SP-098), Rio-Santos (SP-055) e Oswaldo Cruz (SP-125).

Condições das Rodovias 

Mapa ilustrativo do Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Para Emergências 0800-7770070

SP 099 - Rodovia dos Tamoios - Km 74 (Caraguá)

SP 098 - Rod. Dom Paulo R. Loureiro - Bertioga/Mogi
SP 055 - P. Manoel da Nóbrega km 292 ( Praia Grande /Itanhaém)
Balsa SSebastiao/Ilhabela Balsa Ilhabela/São Sebastião
Emb/Desembarque - Guarujá        -  
Santos

Fontes: DER/Dersa

Fonte: Ecovias


Travessias de Balsas 


São Sebastião - Ilhabela
Horário de Funcionamento: 24h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 7,10 R$ 10,60
Automóveis e Camionetes R$ 14,10 R$ 21,20
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 28,20 R$ 42,40
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 49,30 R$ 74,00
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 112,70 R$ 169,10
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 141,00 R$ 211,50
Veículos transportadores de inflamáveis R$ 154,80 R$ 232,10
Carros Forte* R$ 795,00 R$ 795,00

ATENÇÃO!
Tarifas conforme Resolução conjunta SLT – 001, de 29-06-2012. Entrará em vigor em 01/07/2012.

TARIFA IDA E VOLTA
 (cobrada no sentido São Sebastião - Ilhabela).

 
As bicicletas, bem como seus respectivos condutores, terão isenção de qualquer pagamento.



Guarujá - Santos
Horário de Funcionamento: 24h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 4,60 R$ 4,60
Automóveis e Camionetes R$ 9,10 R$ 9,10
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 18,40 R$ 18,40
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 32,20 R$ 32,20
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 73,40 R$ 73,40
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 91,80 R$ 91,80
Carros Forte R$ 363,00 R$ 363,00

Guarujá - Santos (Ponta da praia)
Horário de Funcionamento: das 6h às 0h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Passageiros R$ 2,30 R$ 2,30
Motocicletas, motonetas, ciclomotores, carrinhos de sorvetes e similarea R$ 4,60 R$ 4,60
Automóveis e camionetes R$ 9,10 R$ 9,10



Guarujá - Bertioga
Horário de Funcionamento: 24h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 4,60 R$ 6,90
Automóveis e Camionetes R$ 9,10 R$ 13,70
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 18,40 R$ 27,60
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 32,20 R$ 48,30
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 73,40 Impedido
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 91,80 Impedido
Veículos transportadores de inflamáveis R$ 65,10 R$ 97,60
Carros Forte R$ 181,50 R$ 181,50



Cananéia - Ilha Comprida
Horário de Funcionamento: das 6h às 0h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 4,60 R$ 6,90
Automóveis e Camionetes R$ 9,10 R$ 13,70
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 18,40 R$ 27,60
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 32,20 R$ 48,30
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 73,40 Impedido
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 91,80 Impedido
Veículos transportadores de inflamáveis R$ 65,10 R$ 97,60
Carros Forte R$ 601,00 R$ 601,00



Juréia - Iguape
Horário de Funcionamento: 24h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 4,60 R$ 6,90
Automóveis e Camionetes R$ 9,10 R$ 13,70
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 18,40 R$ 27,60
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 32,20 R$ 48,30
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 73,40 Impedido
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 91,80 Impedido
Veículos transportadores de inflamáveis R$ 65,10 R$ 97,60
Carros Forte R$ 601,00 R$ 601,00



Cananéia - Continente
Horário de Funcionamento: das 6h às 0h
Tipo de veículo Dias úteis Sábados, Domingos e Feriados
Motocicletas, Motonetas, Ciclomotores, Carrinhos de Sorvete e Similares R$ 4,60 R$ 6,90
Automóveis e Camionetes R$ 9,10 R$ 13,70
Automóveis e Camionetes com reboque R$ 18,40 R$ 27,60
Ônibus e Caminhões com 2 eixos, Tratores, Tratores com reboque, Traillers R$ 32,20 R$ 48,30
Ônibus e Caminhões com 3 eixos R$ 73,40 Impedido
Caminhões com reboque ou semi-reboque R$ 91,80 Impedido
Veículos transportadores de inflamáveis R$ 65,10 R$ 97,60
Carros Forte R$ 300,50 R$ 300,50



Serviço de Lanchas
Travessia - Tarifa por pessoa
Travessia Valor unitário
Guarujá - Santos (Ponta da Praia) (BIDIRECIONAL) R$ 2,30
Vicente de Carvalho - Santos (Praça da República) (UNIDIRECIONAL) R$ 1,15
Cananéia - Ariri ( turista) R$ 45,00
Cananéia - Ariri (residente) R$ 5,90



Serviço de Catraias
Travessia - Tarifa por pessoa

Projeto de túnel que ligará Santos a Guarujá está pronto

Túnel terá 762 metros de extensão.
Travessia entre os municípios será de pouco mais de um minuto.

Do G1 Santos

Está pronto o projeto do túnel que ficará abaixo do nível do mar e que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O túnel terá 762 metros de extensão.

Atualmente, o trajeto entre os dois municípios pode ser feito por balsa ou pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, onde o motorista tem que percorrer 43 quilômetros. A estimativa da travessia entre Santos e Guarujá pelo túnel será de pouco mais de um minuto.

A construção será feita com módulos de concreto pré-moldadem que vão ser imersos e fixados no fundo do oceano. O túnel também terá espaços exclusivos para ciclistas e pedestres.

A obra deve custar mais de R$ 2 bilhões e deve ser iniciada em julho de 2014, com previsão de término para 2018.

Projeto de túnel que ligará Santos a Guarujá está pronto (Foto: Reprodução / TV Globo)Travessia pelo túnel durará um pouco mais de um minuto (Foto: Reprodução / TV Globo)

Assaltos em rodovias têm crescido no litoral de São Paulo

Polícia Rodoviária afirma que o policiamento é feito diariamente.
Motoristas reclamam da insegurança causada por ataques de todo tipo.

Fonte: G1 Santos

 

Os assaltos nas estradas que cortam as cidades do litoral de São Paulo têm sido cada vez mais constantes na região. Na rodovia Cônego Domênico Rangoni, por onde boa parte dos caminhões transita em sentido ao Porto de Santos, os assaltantes costumam aproveitar o trânsito parado para roubar. Na Anchieta, além do trânsito parado, assaltantes têm jogado objetos na pista, na tentativa de furar pneus, obrigando os motoristas a parar.

Uma professora, que não quer ser identificada por medo de sofrer represália, conta os momentos de terror que passou durante assalto na rodovia, na altura da cidade de  Guarujá. “""Eu fui trabalhar de manhã, eram mais ou menos 6h20 ou 6h30, horário que eu passo por ali. Aí eu vi uns homens saindo da ponte, mas é normal pessoas que não querem passar pela passarela e pulam para a outra pista. Eu pensei, 'bom, vou reduzir'. Viraram todos para cá, abriram a perna e colocaram as armas na minha direção. Aí veio um correndo, parecia que era o líder. Ele falou para mim ‘desce, desce, sai’. Engatei a ré e sai com tudo, e eles correndo, atirando”, conta".

Seguranças de um supermercado próximo de onde estava a professora viram a ação dos bandidos e trocaram tiros com os assaltantes, fazendo com que eles fugissem do local. “"No dia que a gente foi fazer o boletim de ocorrência o delegado nos informou que todo dia tem ocorrência naquele mesmo local. Eu não entendo porque não tinha uma viatura ali, se há ataques todos os dias, relatos de várias pessoas. Eu acho que aquele é um local que não pode ficar sem segurança”, completa a professora".

Relatos como esse são comuns. O ponto onde a professora sofreu a tentativa de assalto fica perto da Prefeitura de Guarujá e próximo a um grande supermercado. Os bandidos aproveitam a proximidade com a mata para fugir.

O medo de assaltos faz com que pedestres deixem de passar pela passarela e se arrisquem atravessando a pista, entre os carros. O comerciante Alaor Gonçalves Pereira prefere o risco de ser atropelado a ser assaltado. “Sempre tem assalto. Eu por exemplo não uso ela, atravesso a pista. Melhor se arriscar do que ser assaltado”, afirma.

Neusa Xisto Cavalcante e a sobrinha passaram por momentos tensos na mira de assaltantes ao sair do supermercado. “Um colocou a bicicleta na frente do carro, e outro veio com o revólver no rosto da minha sobrinha, e foi pedindo dinheiro”, lembra Neusa. Os assaltantes levaram pouco dinheiro e um celular, mas o trauma continua. “A minha sobrinha ficou muito doente com isso. Ela teve problema no sistema nervoso. Toda hora a gente vê aquele revólver apontado para a gente, sabe”, conta.

O secretário de Defesa da cidade Wagner Pereira da Silva falou das providências que estão sendo tomadas pela Prefeitura. “A Prefeitura tem feito sua parte com a guarda, estando fazendo a segurança primária, mas o combate direto dessa criminalidade deve ser feito pela Polícia Civil e Militar. Estivemos no dia 19 com o secretário de Segurança do Estado, para cobrar um atitude mais firme das polícias nesse tipo de situação na Cônego. Nossa cobrança ao Governador e ao secretário de Segurança tem sido nesse sentido, que aumente o efetivo no Guarujá”, diz.

Pedestres se arriscam atravessando pista ao invés de usarem passarela (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Pedestres se arriscam atravessando a pista
(Foto: Reprodução/TV Tribuna)

O tenente da Polícia Rodoviária Flávio Ponciano explica o que a corporação tem feito em relação aos assaltos. “Nós temos policiamento 24 horas por dia aqui na Cônego Domênico Rangoni. Dabemos dos problemas porque nós temos o Plano de Policiamento Inteligente (PPI), onde nós colocamos as viaturas onde são de interesse na área de segurança.  Nesse fim de semana fizemos diversas operações na região, assim como o patrulhamento constante. Logo que termina a demanda de trânsito, nós retornamos aqui com interesse na parte criminal”, explica. Ponciano alerta a população que em situações em que existam pessoas em atitudes suspeitas a polícia seja avisada pelo 190.

Um radar próximo ao local onde acontecem assaltos obriga os motoristas a dirigir a 50 quilômetros por hora. Segundo a Ecovias, o radar está no local desde 2010 e faz parte do programa de redução de acidentes, o qual tem sido eficiente. A Ecovias informou ainda que não tem poder de polícia e que zelar pela segurança pública faz parte das atribuições da
Polícia Militar Rodoviária. Ponciano explica que o radar é importante porque muitos moradores em torno do local não utilizam a passarela de segurança. “O radar reduz para que não atinja o munícipe e em contrapartida nós sabemos desse problema dos assaltos. Quero deixar claro que nós vamos intensificar o policiamento, utilizando nossas viaturas a maior parte do tempo, agora que deu uma diminuída do problema do tráfego aqui na Cônego”, diz.

Já na rodovia Anchieta, os criminosos jogaram objetos na pista para furar o pneu dos motoristas. O incidente foi na altura do KM 61 da Anchieta, próximo à Vila dos Pescadores, em
Cubatão. O pneu do carro do produtor de eventos Miguel Mataro furou depois de passar por um local com pedras, mas seguiu a recomendação da polícia de nunca parar na hora. “Eu dirigi com o pneu furado até o KM 62, acionei a polícia e quando estava falando com a minha seguradora bateram no meu carro e eu empreendi velocidade no meu carro e eles começaram a atirar”, conta.

Ponciano explica que a Polícia Rodoviária tem feito rondas pela rodovia, inclusive com o apoio do 6º e com o 21º Batalhão, devido aos problemas relatados por motoristas. “Nossa equipe de força tática deteve naquela região especificamente, dois indivíduos armados”, finaliza. O policial disse ainda que as equipes, às vezes, têm pedido e recebido apoio de viaturas e motocicletas de São Paulo. Ponciano conclui dizendo que algumas vezes o patrulhamento tem que se deslocar para outras ocorrências, mas que o policiamento nos locais apontados na reportagem receberão reforço.

Prefeitos defendem transporte hidroviário regional durante reunião do Condesb em Cubatão


Prefeita Marcia Rosa destacou que transporte de passageiros deve nortear estudos; Cubatão também pleiteiou área para animais abandonados e revisão de critérios para repasse do ICMS

Fonte: PGN9

167a-reuniao-ordinaria-do-condesb-4682Os prefeitos da Baixada Santista se reuniram na Associação Comercial e Industrial de Cubatão (Acic), na tarde desta terça-feira (27), para a 166ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), a última realizada sob o sistema itinerante. Durante o encontro, as autoridades defenderam a iniciativa de Cubatão de promover estudos para a implantação de um sistema regional de transporte hidroviário, tanto para cargas quanto para passageiros.

A proposta foi aprovada por unanimidade e será encaminhada à Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), que apresentará em setembro o resultado de análise tecnica para iniciar a efetivação do projeto. “Sempre cobramos uma ação de fato metropolitana por parte do Condesb. E uma das nossas maiores riquezas são nossos rios, que interligam toda a Região. A Codesp já apresentou estudos para a viabilidade do sistema de transporte hidroviário de cargas, mas acreditamos que o transporte de passageiros também é viável e seria uma solução simples para os constantes congestionamentos em nossas rodovias”, disse a prefeita Marcia Rosa.

Segundo a chefe do Executivo cubatense, além de ser um modal ecologicamente correto e simples de ser implantado, o transporte por hidrovias reduziria em muito o tempo gasto no deslocamento entre as cidades da Baixada. “Um trabalhador que mora na Área Continental de São Vicente e trabalha em Cubatão demora cerca de duas horas para se deslocar de ônibus. Por rio, esse tempo cairia para apenas quatro minutos, aproximadamente”, exemplificou.

A reunião contou com a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, que fez um balanço das ações de sua pasta. Os prefeitos puderam fazer pedidos e cobranças ao representante do Governo do Estado. Marcia Rosa pleiteou que a pasta viabilize uma área, no Parque Estadual da Serra do Mar, para abrigar animais abandonados pelos moradores que foram transferidos para conjuntos habitacionais. “Por conta da nova vida em condomínio, essas pessoas foram forçadas a deixar seus animais. A Prefeitura tem gastado cerca de R$ 300 para cuidar de cada cachorro de rua. O Estado precisa ajudar a resolver uma situação que foi indiretamente criada por ele”, ponderou. Covas informou que essa ação não está prevista por sua pasta, mas que buscará viabilizar a implantação do abrigo em conjunto com a CDHU e Secretaria Estadual de Habitação.

A prefeita de Cubatão também pediu o apoio do secretário para que o Estado revise os critérios que definem o índice de retorno do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com a legislação vigente, municípios com áreas de proteção ambiental têm valor 0,5%, enquanto cidades com áreas rurais têm 3%. “É oneroso às prefeituras e ao Estado manter áreas de proteção ambiental, que ocupam grande parte de nosso território. Todas as cidades da Baixada seriam beneficiadas com a revisão desse critério”, afirmou Marcia Rosa.


 
COMUNICADO
Travessia Guarujá-Bertioga interditada para ônibus, microônibus e caminhões

Informamos que, por razões de ordem técnica e determinação da Capitania dos Portos do Estado de São Paulo, a travessia Guarujá-Bertioga encontra-se interditada para o transporte de ônibus, micro-ônibus e caminhões.

O serviço será normalizado após a conclusão da obra do novo local de atracação.

Comissão aprova projeto para reduzir tempo de espera na fila da balsa
               Tempo de espera para o embarque nas balsas seria de até 30 minutos.
Proposta ainda passará por outra comissão antes de ir para o plenário.
           
                                
                                    Do G1 Santos


                                Vista aérea da fila da travessia de balsas em Santos (Foto: Claudio Vitor Vaz/A Tribuna de Santos)          
 Vista aérea da fila da travessia de balsas em Santos (Foto: Claudio Vitor Vaz/A Tribuna de Santos)Vista aérea da fila da travessia de balsas
 (Foto: Claudio Vitor Vaz/A Tribuna de Santos)
 A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo aprovou um projeto que disciplina o
tempo de espera nas travessias de balsas no Estado.
 Segundo informações da Assembleia Legislativa, o projeto prevê que o
tempo de espera para o embarque nas balsas será de até 30 minutos, sendo
 no máximo 15 na fila e outros 15 na área de embarque. Em caso de
descumprimento, o usuário seria isento do pagamento da tarifa.
 Em caso de reincidência com o mesmo usuário, que terá o CPF registrado,
 a concessionária que opera a travessia poderá ser multada em até 100
vezes o valor da tarifa vigente. O montante arrecadado será revertido ao
 Fundo Metropolitano da Baixada Santista.
 O projeto ainda prevê monitoramento do tempo de espera e a distribuição
 de senhas na fila, com o horário da chegada do veículo ao local, além
da instalação de painéis eletrônicos para que os usuários do sistema
acompanhem os tempos de travessia e de espera. Após o lançamento do
projeto de lei, a Dersa, concessionária estadual, adotou essa segunda
medida.
 O projeto de Lei 812/2011, de autoria da deputada Telma de Souza (PT),
foi aprovado no dia 22 de maio. A proposta ainda passará por outra
comissão antes de ir para o plenário.  

Obra na Tamoios completa um ano com 35% dos serviços concluídos

Previsão é de mais rapidez na obra após fim da fase de terraplanagem.
Estado mantém previsão de entregar a rodovia duplicada em dezembro.

Carlos Santos Do G1 Vale do Paraíba e Região

Obras na Tamoios (Foto: Carlos Santos/G1)Obra deve ganhar mais agilidade após o término da fase de terraplanagem. (Foto: Carlos Santos/G1)

A obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99), principal acesso ao litoral norte de São Paulo, completa um ano nesta quarta-feira (15) com 35% dos trabalhos concluídos. A maior parte da duplicação será realizada nos próximos sete meses já que o Estado mantém a previsão de entregar a rodovia duplicada no dia 16 de dezembro.

Segundo a Dersa, a expectativa é que a obra ganhe mais agilidade a partir de julho, quando deve ser encerrada a fase de terraplanagem. Laurence Casagrande Lourenço, presidente da empresa responsável pela obra, afirmou ao G1 que a terraplanagem é a etapa mais demorada. Ao todo, a obra vai custar R$ 557,4 milhões aos cofres do Estado, sendo que R$ 193 milhões já foram pagos ao consórcio responsável pela obra.

“Temos 35% das obras físicas concluídas e estamos finalizando agora a etapa mais demorada, que é a terraplanagem. Esse trabalho de corte e aterro é mais demorado. Depois disso, a obra será mais rápida e o momento será de atenuar os transtornos ao motorista”, explicou.

No final de abril, foram liberados os três primeiros quilômetros de pista duplicada e a previsão da Dersa é de que nos próximos meses sejam feitas a liberação de novos trechos.

“Depende muito de condições climáticas, que recentemente tem nos ajudado, mas é possível que em meados de junho tenhamos outros trechos entregues. Podemos ter também pontes e viadutos entregues. O que é certo é que devemos entregar trechos maiores a partir de agora”, disse Casagrande ao G1.

Criminosos roubam 75 quilos de explosivos de obra da Tamoios (Foto: Carolina Teodora/G1) Novos trechos duplicados devem ser entregues
nos próximos meses. (Foto: Carolina Teodora/G1)

Conforme novos trechos duplicados forem entregues, a Dersa também deve avaliar uma possível mudança de velocidade, que atualmente tem máxima permitida de 60 km/h - até março, os motoristas podiam trafegar a até 80 km/h na rodovia.

“Só será feito isso se houver segurança. Na situação limite a máxima de 80 km/h volta em dezembro, mas à medida que entregarmos grandes trechos e comprovarmos não haver risco, iremos avaliar”, afirmou Casagrande.

Serra e Contornos
A obra dos contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião, como prolongamento da Rodovia dos Tamoios, deve ser iniciada até o fim do mês de maio, já que ainda depende de uma emissão de instalação.

Duas empresas venceram a licitação e serão as responsáveis pela construção dos 36,9 quilômetros dos contornos.  O primeiro trecho irá ligar o início da Serra do Mar até a Praia Martim de Sá, em Caraguatatuba. Já o segundo trecho irá ligar a Caraguatatuba a São Sebastião, sendo a grande parte da pista em túnel. O prazo para a conclusão total dessas obras é junho de 2016, com custo de R$ 1,35 bilhão.

Já o trecho de serra ainda depende de licença ambiental, previsto para ser obtido até o fim do mês. Deve ser lançado um edital para uma Parceria Público Privado (PPP) e a partir disso deve haver uma definição sobre a possível implantação de pedágio e também como a obra será custeada.


Moradores pedem mais segurança em bairro às margens da Tamoios

Acesso na Vila Amélia, em Paraibuna, foi fechado para obras na rodovia.
Reclamação é que acidentes aumentaram no local após interdição.

Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região

Moradores do bairro Vila Amélia, em Paraibuna, realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (4) e bloquearam a rodovia dos Tamoios. Eles pedem mais segurança no local, já que o acesso para o bairro foi fechado por causa das obras de duplicação da estrada.

Antes, quem seguia sentido Caraguatatuba pegava um acesso, atravessava por baixo de uma ponte e saia de outro lado para seguir no sentdo contrário sem precisar atravessar a rodovia. Com a interdição, a única forma de acessar o bairro é atravessando a estrada.

"É um bairro populoso, mais de 300 habitantes e foi fechada nossa única passagem por debaixo da ponte e ficamos sem alternativa. Precisamos de segurança, alguma alternativa, um redutor de velocidade, sinalizador de velocidade", pediu a representante da Associação dos Moraodores, Sandra Claro.

Carregando faixas e usando apitos eles fecharam as duas pistas na altura do quilômetro 38 por cinco minutos. "Já aconteceram dois acidentes aqui. Um com vítima grave. Um rapaz, colega da gente, que teve fratura exposta. E é mais para reivindicar isso aí, para ver se melhora essa situação nossa, pelo menos na temporada", disse o agente de trânsito, Ricardo Ribeiro Pimenta.

O operador de máquinas Fábio Alexandre Macedo sofreu um acidente na última semana ao tentar atravessar a rodovia. Ele não consegue andar e vai ficar pelo menos quatro meses afastado do trabalho. "Eu fui sair no cruzamento, o mato estava muito alto e não tinha a visão. Aí, no que eu saí só vi a batida do outro carro, não sei se ele estava para o acostamento ou não. Só vi a batida, não deu tempo de fazer nada", explicou.

Segundo o tenente Luciano Tirelli, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a corporação vai se comprometer em melhorar a segurança no local. "Nós vamos estar acompanhando, mantendo uma viatura e analisando a situação do trânsito, especificamente neste local para viabilizar a saída e a chegada dos moradores da região", garantiu.

Outro lado
A Dersa, responsável pelas obras na rodovia dos Tamoios, informou que o trecho na altura da Vila Amélia está sinalizado e que, para aumentar a segurança no local, serão colocadas placas indicando a passagem de pedestres. Disse também que a projeto da Nova Tamoios prevê construção de dois acessos nesse trecho - nos quilômetros 36 e 39 - e também de uma passarela. E sobre o mato alto às margens da rodovia, a Dersa informou que a poda no quilômetro 38 foi feita nesta sexta-feira.





Condições das Rodovias 

Mapa ilustrativo do Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Para Emergências 0800-7770070

Notícias

Fique atento às interdições de duas horas na Rodovia dos Tamoios
(SJ dos Campos/Caraguá)

Obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios - SP-099.
Todas as terças, quartas e quintas-feiras - no horário das 12h às 14h, entre os km 14 e km 55 - estão previstas detonações de rochas, com consequente interdição total da via.
Segundo a Dersa, o período estimado para execução da obra é de 20 meses.

 

Informações: 

pelo telefone 0800 055 55 10 ou pelo Twitter @novatamoios.

ALTERNATIVAS

As rodovias que podem ser usadas como rotas alternativas na região são a

Mogi-Bertioga (SP-098), Rodovia Rio-Santos (SP-055) e a Oswaldo Cruz (SP-125)

Solução de deslizamentos na Mogi-Bertioga é cara, diz geólogo

Ele destaca que trabalhos feitos são sempre paliativos.
Profissional aponta que duplicação não deveria ser prioridade.

Gladys Peixoto Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano


Funcionários trabalham para liberação da Rodovia Mogi-Bertioga. (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)Funcionários trabalham para liberação da Rodovia
Mogi-Bertioga. (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

A interdição da Rodovia Mogi-Bertioga provoca novamente a discussão sobre a segurança e a manutenção correta da estrada. As pistas foram liberadas pelo DER por volta das 18h desta segunda-feira (18).

Para o geólogo Sílvio Pomaro a rodovia estará sempre sujeita a acidentes naturais desse tipo. O especialista justifica que isso acontece porque na época da construção, entre as décadas de 70 e 80, não foram feitos projetos adequados para contenções, especialmente das encostas da Serra do Mar, por onde a rodovia passa. “A estrada é antiga e na época não foi feita como deveria, como a Imigrantes foi executada por exemplo. Não houve um suporte de estrutura de contenção, por isso, a estrada vai continuar sofrendo porque ela não foi preparada para suportar fenômenos naturais, como a chuva intensa”, completa.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) suspendeu o tráfego na estrada do quilômetro 77, no município de Biritiba Mirim, até o quilômetro 98, em Bertioga. A interdição começou no domingo (17) por volta das 21h, de acordo com o DER por causa de queda de barreira e de árvores. A lama também invadiu a pista da rodovia nos dois sentidos. O órgão prevê a liberação da estrada na terça-feira (19), mas somente se a chuva cessar.

Nesta segunda-feira (18), muitas pessoas foram surpreendidas com o bloqueio na estrada.

Pomaro acredita que o governo do Estado só vai remediar a questão das encostas e não solucioná-la de forma definitiva por causa do custo. “Quando iniciamos um projeto, ele é adequado em todos os aspectos físicos, químicos e ambientais. Assim se pode construir uma rodovia com baixo risco deste tipo de problema. Mas quando ela está pronta e não foi executada da maneira correta, os problemas são apenas remediados, porque é muito caro para resolvê-los”, avalia.

Na visão do geólogo a Mogi-Bertioga deveria receber atenção especial, principalmente por causa do pré-sal. Ele aponta ainda que antes de duplicá-la, o governo deveria sanar os problemas na estrada.

Chuva provocou deslizamentos em diferentes trechos. (Foto: Pedro Carlos Leite)Chuva provocou deslizamentos em diferentes trechos
(Foto: Pedro Carlos Leite)

Natureza delicada
Pomaro explica que a Serra do Mar no entorno da rodovia tem uma capa de solo pequena e um avanço rápido da vegetação porque é uma área onde chove muito. Por isso, ele aponta que a vegetação cresce muito, mas sem sustentabilidade. “O solo não é profundo e logo embaixo é rocha. Desta forma, as raízes da vegetação não conseguem se fixar com firmeza. Por isso, com as chuvas são comuns deslizamentos que levam um bloco com vegetação, solo e pedras para a pista”, observa o geólogo.

Essa situação, na opinião de Pomaro, faz a drenagem ser muito importante. “A água precisa correr para o lugar certo. Se tem problema de drenagem na rodovia isso provoca o encharcamento de solo, as barreiras são ineficientes e fazem com que as águas corram de forma aleatória, causando esses pontos de vulnerabilidade”, diz Pomaro.

Problema antigo
A rodovia já foi interditada em dezembro de 2009. Uma queda de barreira provocou a suspensão do tráfego nos dois sentidos por 23 dias. O problema foi causado por um deslizamento de terra no quilômetro 89 no trecho de serra. Na época, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) fechou a rodovia para fazer obras de contenção na encosta porque havia o risco de novos desabamentos.

Planos do Estado
Em nota, o DER informou apenas que o órgão fará estudos na região somente após a situação ter sido normalizada na estrada. O DER informou ainda que não há previsão para obras de duplicação na estrada. Na tarde desta segunda-feira (18), uma vistoria será feita nos locais mais críticos da rodovia. Somente depois dessa avaliação, o DER deve infromar se a pista será liberada.

Duzentos e oitenta carros são apreendidos por dia nas estradas

Em todo o ano passado, 102.088 veículos foram apreendidos por irregularidades na documentação, falta de equipamentos obrigatórios ou infrações de trânsito nas rodovias paulistas. O número equivale a 280 veículos apreendidos por dia. Em 2010, foram 64.596 apreensões – média diária de 176.

O número de veículos apreendidos cresceu mais de 50%, mas o espaço para o recolhimento não aumentou. O Estado dispõe de apenas 36 pátios credenciados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para atender a uma malha de 22 mil quilômetros de rodovias.

Usuários reclamam do preço cobrado pelas empresas que operam os pátios para a remoção e a guarda dos veículos. Como são distantes entre si, os veículos guinchados acabam seguindo percursos longos e a cobrança é por quilômetro rodado, até um limite de 50 km, ou R$ 212.

O tecnólogo André Luis Zanchetta esqueceu os documentos e teve o automóvel apreendido na Rodovia Bunjiro Nakao, em Ibiúna. Segundo ele, o carro foi guinchado até o pátio de Araçariguama, na Rodovia Castelo Branco. “Tive de pagar R$ 126,12 de taxa do guincho e R$ 195,04 de quilometragem.”

A professora Elizete Rolim, de Boituva, teve o carro apreendido por atraso no IPVA e reclama que, durante os quatro dias, o veículo ficou ao ar livre, pois o pátio estava superlotado.

Créditos: Divulgãção

O maior número de apreensões se dá por falta de licenciamento

Radares

O número de apreensões aumentou depois que a Polícia Rodoviária Estadual passou a usar os chamados radares inteligentes na fiscalização. O equipamento faz a leitura da placa e, acoplado a um computador, verifica na hora se o veículo tem registro de furto, pendência de IPVA ou licenciamento atrasado. A média de apreensões subiu de 4.490 para 9,4 mil, mais que o dobro. Segundo a polícia, o maior número de apreensões se dá por falta de licenciamento.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que os 36 pátios têm capacidade para 41.260 veículos e, em 31 de março, tinham 7.194 vagas disponíveis. Segundo o órgão, a estadia máxima nos pátios é de 90 dias. Após esse período, os veículos sem restrição judicial são leiloados. Neste ano, no entanto, não houve leilão. Segundo o DER, os veículos apreendidos são levados para o pátio mais próximo. Eventual aumento no número de pátios deverá ocorrer só após o fim do contrato com as operadoras, em 2013.

O órgão também alega que os valores dos serviços estão em conformidade com portarias publicadas no Diário Oficial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Rodovia dos Imigrantes tem velocidade reduzida na serra

Medida foi tomada por agência reguladora para melhorar a segurança na via

Do R7

imigrantesCelso Junior/Agência Estado

Forte neblina é problema na rodovia



O limite máximo de velocidade será reduzido de 120 km/h para 100 km/h a partir do dia 15 de dezembro na rodovia dos Imigrantes no trecho de serra. Atualmente esse já é o limite entre o km 56,3 e o km 43 e será estendido até o km 39. 

Leia mais notícias do R7

De acordo com a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) a medida tem como objetivo para aumentar a segurança da via. A nova regulamentação entrará em vigor com período educativo até o dia 22 de dezembro. Depois desta data, será aplicado multas. Além desta, a agência aprovou outras medidas para o sistema Anchieta-Imigrantes.

As ações têm o objetivo de facilitar o fluxo de veículos e aumentar a segurança viária, principalmente em períodos de neblina intensa. O limite de velocidade será ainda mais reduzido em condição de visibilidade abaixo de 100 metros, passando para 40 km/h a partir do km 48,64, sentido capital (pista norte) da Imigrantes, até o km 43. Será acionada uma nova sinalização luminosa com piscantes em amarelo informando a redução de velocidade. 

Nessas condições também será proibida a ultrapassagem dos veículos comerciais nos trechos de serra das pistas norte das rodovias Anchieta e Imigrantes. Os usuários serão comunicados sobre as alterações por meio dos painéis de mensagem variável instalados na rodovia..
 


Para a fiscalização, a Artesp já aprovou a instalação de um radar fixo na altura do km 41,45 da pista norte da SP 160. O equipamento está em processo de aquisição, assim como um painel fixo de mensagem que será instalado no km 49,33. Desde o dia 16 de setembro, os usuários já contam com mais três painéis móveis que informam sobre as condições de neblina no trecho de planalto e outras instruções de segurança. 

Entre as ações já implantadas consta a operação Comboio em Movimento, realizada pela Polícia Militar Rodoviária sempre que a visibilidade atinge cem metros ou menos na pista norte do trecho de serra. Será dada continuidade às operações de comboio nas pistas sul das Rodovias dos Imigrantes, Anchieta e na Interligação Planalto.

Até o dia 15 de fevereiro todas as medidas estarão implantadas. O prazo faz referência ao tempo que será destinado à concessionária comprar os equipamentos novos definidos pelas medidas a serem adotadas.



Fonte: Revista EcoRodovias SP

Destino certo

Ecopistas instala coletores para separação correta do lixo ao longo das rodovias


Destino certo

Vania Delpoio

O empresário paulistano Orlando Yu Wei Liang cruza, pelo menos duas vezes por semana, o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Atencioso, ele reparou uma mudança recente nessas rodovias. Pedágios e postos de apoio aos motoristas contam com lixeiras específicas para a separação de detritos para reciclagem. Sempre com duas sacolinhas em seu carro, uma para resíduos recicláveis e outra para lixo orgânico, Orlando aprova a iniciativa da Ecopistas. "Há muito tempo tenho o costume de separar o lixo que produzo. Comecei por uma iniciativa do condomínio onde moro. É bom saber que, aos poucos, encontramos parceiros em vários setores da sociedade", afirma o empresário.

A concessionária instalou compartimentos em todas as quatro praças de pedágio da Ayrton Senna/Carvalho Pinto; nas três bases de atendimento ao usuário - nos quilômetros 19 (Guarulhos), 92 (São José dos Campos) e 115 (Caçapava); na balança do km 28, região de Guarulhos; e nos pátios de apreensão dos quilômetros 35 e 92.

Por mês, nos mais de 144 quilômetros de rodovias que opera, a Ecopistas recolhe cerca de 40 toneladas de lixo. Diariamente são encontradas embalagens de alimentos, latinhas de alumínio, garrafas PET, papéis, papelão, bitucas de cigarro, restos de peças de automóveis, madeira, sacos plásticos, entre outros. "Esses dejetos, que poderiam ser facilmente reaproveitados ou reciclados, demoram anos para se desfazer, causando prejuízos irreparáveis ao meio ambiente", explica Sílvio Souza, técnico ambiental da Ecopistas.

Três carros de conservação e 14 funcionários são destinados para fazer a coleta do lixo jogado na rodovia. "Além dos resíduos recolhidos na rodovia, todo o lixo produzido em nossas unidades administrativas também são separados e enviados para reciclagem", ressalta Sílvio. Todo o material é dividido entre a Cooperativa de Reciclagem União, em Itaquera, e a Usina de Triagem, em Jacareí. O dinheiro da venda vai para as 50 famílias envolvidas no projeto. Para os usuários que possuem o Sem Parar e, por isso, não param no pedágio, a dica é fazer como o empresário Orlando: sempre carregar uma sacola para armazenar o lixo até encontrar uma lixeira onde o material possa ser depositado separadamente. "Além de ser passível de multa, o ato de jogar lixo pelas janelas dos veículos deixa a rodovia suja, entope os dispositivos de drenagem - que servem para escoar a água da chuva - e atrai animais, o que pode causar acidentes", finaliza Sílvio.

Espera de até 30 minutos

Projeto quer que espera na travessia por balsas seja de até 30 minutos

Fonte: Tv-Tribuna

Créditos: Carlos Nogueira/Arquivo

As seis travessias de veículos por balsas que operam no Litoral Paulista estão na mira da Assembleia Legislativa. Um projeto de lei da deputada estadual Telma de Souza quer limitar em até 30 minutos o tempo para o trajeto.

A previsão é de 15 minutos na fila da balsa e mais 15 no bolsão de embarque. Pela proposta, se o horário for ultrapassado o usuário fica isento do pedágio, hoje em R$ 8,80 para carros e R$ 4,40 para motos.

O projeto de lei 812/11 está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de São Paulo e afetaria principalmente a travessia entre a Ponta da Praia, em Santos, e o Ferry Boat, em Guarujá. São cerca de 24 mil veículos por dia, que às vezes chegam a esperar mais de uma hora e meia em períodos de pico.

Inspiração

A ideia não é nova. Os bancos foram os primeiros a terem o tempo de atendimento limitado por lei a 15 minutos, sob pena de multa e até suspensão temporária das atividades.

No caso da proposta de Telma, a multa seria aplicada à Dersa apenas no caso de reincidência com o mesmo usuário, cujo CPF ficaria registrado no sistema. Nesse caso, a concessionária seria multada em até 100 vezes o valor da tarifa vigente – montante que seria revertido ao Fundo Metropolitano da Baixada Santista.
As penalidades não seriam aplicadas em caso de intenso tráfego marítimo ou acidentes, mas com a devida comprovação. O monitoramento do sistema ficaria a cargo do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual dos Transportes.

Já para medir o tempo de espera na fila, funcionários da Dersa distribuiriam senhas na fila e na entrada das áreas de embarque. “Estamos no Século 21. Os consumidores não podem mais ser desrespeitados dessa maneira. Se vale no caso dos bancos, é perfeitamente plausível que seja adotado nas travessias”, diz Telma.
Além da isenção do pedágio e da multa, o projeto prevê a responsabilização civil da concessionária.

“Nada é definitivo, mas é necessário dar esse pontapé inicial. 
O Governo do Estado promete uma ligação seca desde 1999, já inaugurou maquete de ponte, fala em túnel e até agora nada”, lembra Telma, que criou a Frente Parlamentar Pró-Mobilidade Urbana, que discute entre outros assuntos a ligação seca entre Santos e Guarujá.

Santos-Guarujá

Paralelamente ao projeto de Telma, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, também está cobrando da concessionária da travessia maior agilidade no sistema. Ela se reuniu recentemente com o diretor de Operações da Dersa, João Henrique Poianim, depois do envio de vários ofícios formalizando pedidos de melhoria no sistema.

No encontro foram mostradas reivindicações dos usuários, por meio de um dossiê com reportagens sobre problemas registradosna travessia. “A população não está contente com o sistema, temos recebido um significativo volume de reclamações e manifestações por nossa Ouvidoria, em encontros com os munícipes e até mesmo nas redes sociais. Com a inoperância da Dersa, quem sofre somos todos nós. O Município está sendo penalizado”.


Medida de segurança

Ecovias proíbe uso da Imigrantes por caminhões e ônibus em dias de neblina

Fonte: A Tribuna

Caminhões e ônibus estão proibidos de subir a Serra pela Rodovia dos Imigrantes enquanto a neblina persistir. A medida foi implantada em caráter de teste, pela Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Não existe prazo para que os veículos pesados voltem a usar a pista de subida. A viagem deve ser feita, obrigatoriamente, pela Rodovia Anchieta.

O objetivo da concessionária é dividir o tráfego em condições de visibilidade prejudicada, para garantir maior segurança aos usuários. Nesta quinta-feira, a neblina foi intensa durante todo o dia.

A Rodovia Anchieta sentiu o reflexo do maior número de caminhões no sentido Capital. Em vários pontos foram registrados congestionamentos.

Comboios

Durante todo o dia foram realizados comboios nas pistas de descida das rodovias Anchieta e Imigrantes.

Já nos trechos de subida, aconteceram ‘falsos comboios’.Viaturas da Polícia Militar Rodoviária circularam com sinalização de alerta ligada, em velocidade máxima de 40 km/h, forçando o fluxo de veículos a reduzir a velocidade.

Sinalização

Além dos 13 painéis de mensagens variáveis disponíveis na Imigrantes, que informam as condições de visibilidade, a Ecovias instalou um painel móvel, posicionado no km 47 da pista norte, que também informa sobre a formação de neblina.

Especialista apresenta soluções para evitar acidentes na neblina

TvTribuna.com



De 10 a 15 metros. Essa era a distância que os motoristas conseguiam enxergar na hora do acidente da última quinta-feira (15), que envolveu centenas de carros, e deixou um morto e cerca de 30 feridos, na Rodovia Imigrantes, em São Bernardo do Campo.

Segundo o engenheiro de tráfego Marco Antônio Farina, especialista em engenharia de tráfego com 30 anos de experiência no Sistema Anchieta Imigrantes, o que pode ter prejudicado a visibilidade é o que é chamado de neblina de rolo. "É uma neblina branca, densa e seca que vem de repente. Não podemos prever sua chegada", diz o Farina.

Quem está acostumado a subir e descer a serra sabe que é preciso ter muito cuidado com a neblina. Mas o que fazer para tentar evitar acidentes nestas condições de tráfego? Uma das alternativas apontadas pelo especialista é implantar o sistema utilizado na Europa, onde postes seriam instalados ao longo de trechos com neblina utilizando uma espécie de aquecedor.

Comboio na subida
Outra opção seria a operação comboio na subida da serra. Atualmente, este tipo de operação é realizada apenas na descida. A Polícia Rodoviária admitiu a possibilidade da implantação desta operação. Os motoristas reclamam do atual sistema e cobram melhorias para evitar novos acidentes.

Confira dicas de segurança da Polícia Rodoviária:

• Reduza a velocidade.
• Mantenha sempre a distância de segurança do carro à frente.
• Não ultrapasse outros veículos;
• Por causa do reflexo causado pelas gotículas d´água nunca use farol alto em locais com neblina, a reflexão da luz vai ofuscá-lo e você enxergará menos.
• Nunca use o pisca alerta com o carro em movimento. O motorista de trás pensará que o veículo está parado, tentará desviar e poderá provocar um acidente.
• Verifique se a ventilação interna está funcionando. Caso contrário, mantenha aberta uma janela de modo a evitar o embaçamento interno dos vidros.
• Use limpador de pára-brisa, desembaçador e lavador de vidros. Não passe a mão no vidro.
• Reduza ou apague as luzes do painel. Elas distraem e diminuem a visão.
• Evite freadas bruscas. O chão poderá estar escorregadio, ocasionando assim riscos de colisão traseira.
• Não pare na pista. De preferência, não pare nem no acostamento.
• Se a neblina for muito espessa, procure um local seguro para parar, por exemplo: postos de serviço.
• Se precisar parar na rodovia, ligue o pisca-alerta, sinalize 100 metros antes e tire todos do carro, mesmo que esteja frio ou chovendo, permanecendo em local seguro.



Fonte: TV Tribuna 


Projeto BioVia

Pista de descida da Anchieta terá centro de atendimento e pátio de descanso para caminhoneiros

Fonte: A Tribuna On-line



A concessionária Ecovias e a Universidade Metodista de São Paulo formalizaram um convênio com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e a saúde dos caminhoneiros que trafegam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).

 

O projeto, chamado de Biovia, compreende a criação de um centro de atendimento localizado no quilômetro 40 da Pista Sul da Anchieta, onde atualmente funciona o pátio de descanso para caminhoneiros. No local, haverá a instalação de consultórios médicos e odontológicos, com equipamentos de diagnóstico e tratamento.

 

Toda essa infraestrutura ficará a serviço dos caminhoneiros que utilizam o pátio de descanso, que também contarão, inicialmente, com o atendimento de professores e alunos dos cursos de biomedicina, ciências biológicas, fisioterapia, educação física, farmácia, odontologia e nutrição.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Ecovias em maio deste ano e que ouviu 300 caminhoneiros, mais da metade destes profissionais (58%) afirma ter jornadas de trabalho que superam as 12 horas diárias. Dentre estes, um em cada dez admitiu já ter feito uso de drogas ilícitas. Quanto às horas de sono e alimentação, 31% dos caminhoneiros dormem menos que 6 horas por dia, enquanto apenas 33% realiza 3 três refeições diárias.

 

A edição anterior da pesquisa, feita em outubro de 2010, revelou que 36% dos caminhoneiros mantinha jornadas de trabalho de 12 ou mais horas, sendo que 7% admitiu ter feito uso de drogas.

Aprendizado na prática

 

A previsão é de que o Biovia comece a operar já no mês de setembro, em três horários: das 8h às 12h, das 14h às 17h e das 20h às 22h30. “É uma oportunidade de aprendizado bastante importante para esses alunos”, reforça Waverli Neuberger, coordenadora do Núcleo e Agência Ambiental da Universidade Metodista, e uma das idealizadoras do projeto.

 

“A participação será focada nos alunos do último ano, e terá validade como estágio acadêmico”, informa.

 

Além do atendimento diferenciado, o objetivo é cadastrar todos esses caminhoneiros que utilizam as rodovias. Para isso, alunos do curso de Ciências da Computação irão montar um sistema de banco de dados permanente.


Detran-SP

Segunda via da CNH pode ser pedida no site do Detran


Agência Estado

Créditos: Divulgação

A segunda via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ser solicitada pela internet, segundo a Assessoria de Imprensa do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). É uma opção para quem teve a primeira via furtada ou extraviada.

Trata-se de um dos serviços que passam agora a ser oferecidos pela internet no site do departamento, que entrou em funcionamento na quarta-feira passada. Antes do novo serviço, a solicitação da segunda via só poderia ser feita presencialmente no Detran ou nas Ciretrans (regionais). A emissão da segunda via sai por R$ 28,79, e o usuário que quiser recebê-la em casa paga R$ 11 de correio. As informações estão no site
www.detran.sp.gov.br.

O novo portal permite aos usuários desempenhar praticamente todas as funções. O serviço foi testado pela reportagem seis dias após entrar no ar e apresentar defeito. O site chegou a ficar 20 minutos sem funcionar e trazia uma mensagem pedindo desculpas pelo transtorno.

O motorista pode acessar serviços básicos como checar os pontos na CNH, multas, obter formulários para pedir renovação de carteira, adição de categoria e primeira habilitação. Em seis dias, o site já recebeu mais de 20 mil cadastros.


Acesso ao Litoral Sul

Rodovia entre Parelheiros e Itanhaém volta à agenda do Estado

Suzana Fonseca


Créditos: Adalberto Marques
Estudos já tinham definido o traçado da estrada, que passaria por propriedades particulares

A construção da Rodovia Parelheiros-Itanhaém parece ganhar força junto ao Governo do Estado. O assunto deverá ser discutido com o governador Geraldo Alckmin e o secretário estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, em data a ser definida. A informação foi passada no início da noite de ontem pelo prefeito de Itanhaém, João Carlos Forssell. Ele participou em São Paulo da apresentação do Plano Regional Integrado de Saneamento Básico da Baixada Santista.

 

Por telefone, Forssell explicou que o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, pedira, antes da apresentação, que a discussão sobre a construção da Rodovia Parelheiros-Itanhaém fosse adiada para outro dia, na presença do governador. Após a apresentação do plano de saneamento básico, Nascimento iria se reunir com os prefeitos da região para elaborar uma agenda de assuntos metropolitanos, os quais deverão ser levados para a reunião com Alckmin.
 

>> Enquete: você acha que o Governo do Estado vai construir a estrada?
 

"Ainda não vamos falar (sobre a Parelheiros-Itanhaém) porque ele vai marcar com o governador uma data para nos reunirmos com o secretário de Transportes e o governador para tratar do assunto", explica Forssell. Em sua opinião, além da discussão da ponte Santos-Guarujá, a construção de uma estrada para melhorar o acesso ao Litoral Sul também é importante para a região. "São vários assuntos metropolitanos que precisam ser discutidos com o governador", destaca Forssell.

 

"Acho que estamos avançando. É uma coisa importante para todo o litoral". Na avaliação do prefeito,discutir a construção da rodovia com Alckmin deverá fazer com que o assunto ganhe força. "Vai avançar muito. Agora, temos de ficar na cola do governador e do secretário, exatamente para poder liberar essas demandas, que são as opções da nossa região. Assim como Santos e Guarujá precisam da ponte, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe precisam da estrada Parelheiros-Itanhaém", comenta Forssell.

 

 A construção da Rodovia Parelheiros-Itanhaém é defendida pelos prefeitos do Litoral Sul, que chegam a perder turistas no verão ou finais de semana prolongado devido aos congestionamentos no retorno para o Planalto. A prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, lembra que há relatos de turistas que chegam a ficar oito horas dentro do carro para fazer um percurso que, em dias normais, não chega a duas horas. E de pessoas que deixam de ir para lá por temerem ficar presas no trânsito.

 

Em Mongaguá, segundo o prefeito Paulo Wiazowski Filho, o Paulinho, as principais vias da Cidade ficam completamente tomadas pelos veículos que tentam escapar do congestionamento da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e da Via Expressa Sul. Em Praia Grande, a construção de dois viadutos na entrada da Cidade, no valor de R$ 42 milhões, anunciada na semana passada, deverá aliviar um pouco as filas que se formam na saída do Município em dias de maior movimento. Contudo, as obras não serão suficientes para sanar o problema.

Quase

 

 

Em 1997, no governo Mário Covas, por pressão da Assembleia Legislativa, foi sancionada a Leinº 9.851.Proposta pelo deputado estadual Erasmo Dias, que convenceu os colegas da importância da estrada para o crescimento de Parelheiros e do Litoral Sul, a lei autorizava a "abertura de processo licitatório para construção e exploração da Rodovia Parelheiros-Itanhaém''.

Fonte: A Tribuna


 

Rodovia dos Imigrantes pode sofrer colapso com mais caminhões, afirma sindicato

Luciano Vicione/AE

Movimento intenso de veículos na rodovia dos Imigrantes no feriado de Páscoa

Felipe Pupo
Especial para o UOL Notícias
Em Santos (SP)

O aumento do fluxo de caminhões na Rodovia dos Imigrantes, que interliga a Baixada Santista a São Paulo, poderá provocar longos congestionamentos no trecho de subida da Serra. A conclusão é do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Cargas do Litoral Paulista (Sindisan), que aponta para o risco de saturação no mês de maio. É justamente nessa época que o escoamento da safra de grãos atinge o seu ponto mais alto, o que acaba sobrecarregando as vias de acesso ao complexo portuário.

O sinal de alerta foi acionado no último dia 4 de abril, quando a pista norte da Anchieta foi fechada para reforma. Com isso, os veículos de cargas, que utilizam esse trecho para a subida da Serra, tiveram que se deslocar para a Rodovia dos Imigrantes, que costuma abrigar veículos mais leves. Desde então, o fluxo de caminhões que se dirigem à capital pela Imigrantes aumentou 81% (de 2,7 mil para 4,9 mil), conforme os dados da Ecovias.

A preocupação no momento é que a sobrecarga na Rodovia dos Imigrantes venha atingir níveis de saturação no período em que as atividades portuárias são aquecidas por conta da safra de grãos. O pior cenário foi registrado ano passado, quando os caminhões formaram uma fila intermitente do porto até a Rodovia Anchieta. “A Rodovia Anchieta já apresenta sobrecarga de veículos pesados, o que acaba provocando lentidão no transporte de cargas. Agora que os caminhões precisam se deslocar para a Imigrantes, a situação tende a se agravar”, aponta o presidente do sindicato, Marcelo Marques da Rocha.  

Cerca de 12 mil caminhões trafegam diariamente entre a Baixada Santista e a Capital, para transportar 70 milhões de toneladas de cargas que chegam ou saem do Porto de Santos. A previsão do Sindisan é que a quantidade de veículos pesados venha aumentar 40% no período de safra, chegando a 16 mil veículos.

Para a entidade, esta é a origem do problema. Como a pista norte da Anchieta está interditada, essa demanda deverá ser absorvida pela Imigrantes.  “Existe, de fato, uma grande chance de que o tráfego de veículos na subida da serra venha sofrer com longos congestionamentos”.

De maio a outubro, a produção no Porto de Santos tem um aumento significativo. Isso ocorre porque a safra do açúcar sempre coincide com as de grãos, como a soja, o milho e o algodão. Para garantir o escoamento das mercadorias, é necessário aumentar a frota de caminhões para atender ao complexo portuário. “Escolheram o pior momento para fazer reforma na Anchieta. Isso pode prejudicar o fluxo de veículos e toda a cadeia produtiva”, afirma o presidente do sindicato.

Outro lado
A Ecovias, empresa que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, informou que até o momento não houve registro de congestionamentos, inclusive nos horários de pico – das 6h às 9h e das 17h às 20h. O levantamento da empresa considera apenas o período de interdição, de segunda a sexta-feira, das 6h às 16 horas.

A empresa também informou, por meio de sua assessoria, que não há previsão de aumento de congestionamento em maio. A Ecovias destaca que a Rodovia dos Imigrantes tem capacidade para abrigar o aumento de caminhões no trecho de subida da Serra. Além disso, a demanda por caminhões não deve provocar impacto no Porto de Santos, pois os veículos de cargas podem usar o trecho sul da Anchieta para descer a Serra.

Para atender aos veículos que circulam pela Imigrantes, a empresa disse que deslocou viaturas para o caso de emergências. Um guincho de apoio foi colocado no quilômetro 56 da pista da Imigrantes que segue sentido capital.

A Ecovias também afirma que a safra de grãos não deve comprometer as condições do trânsito, pois o fluxo de caminhões é praticamente o mesmo o ano inteiro. A frota só apresenta baixa nos meses de janeiro e fevereiro. “Pode haver um impacto mínimo, se houver algum acidente ou problema mecânica. Mas nada deve resultar na saturação do trânsito”, informou a assessoria.

O trecho que vai dos quilômetros 40 a 55 da pista norte da Anchieta permanece em reforma até o dia 3 de junho. O fechamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, exceto nos feriados.

Rodovias Imigrantes e Anchieta estão saturadas

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

As obras para recuperação do pavimento da Via Anchieta, que começam segunda-feira, irão atrapalhar ainda mais o tráfego de veículos entre o Planalto e a Baixada Santista. A pista Norte (subida) ficará fechada até o dia 3 de junho, enquanto a Sul (descida) será interditada entre os dias 4 e 17 de junho. Em ambas, as obras serão executadas entre o Km 55 e o Km 40. Durante o período de obras, as pistas serão liberadas nos fins de semana e feriados.

Para o coordenador do curso de Logística Nacional e Internacional da Fundação Santo André, José Robison Paiuca, o Sistema Anchieta-Imigrantes já está saturado e não tem condições de absorver toda a demanda de veículos, em especial os de carga. "As dez pistas do sistema não são suficientes. O ideal seria um investimento no transporte ferroviário entre o Interior e o porto, o que agilizaria o transporte e reduziria custos", explicou o professor. Segundo a Ecovias, cerca de 15 mil caminhões trafegam diariamente pela Anchieta.

A equipe do Diário percorreu toda a extensão da Via Anchieta, de São Paulo a Santos. O principal problema constatado na via são os caminhões que desrespeitam a legislação e trafegam pela faixa da esquerda.

No trecho de serra, as blitze da Polícia Militar Rodoviária são intensificadas, o que obriga os veículos pesados a seguirem pela direita. Nos metros que antecedem os postos policiais são formados gargalos de motoristas que não querem ser flagrados trafegando de forma irregular.

DESLIZAMENTOS
Ao longo do traçado, são vistos pontos onde a terra deslizou e ameaça invadir a pista. A concessionária diz ter conhecimento do problema. "A Ecovias realiza sistematicamente inspeções, manutenções e correções nas encostas. Esse trabalho envolve mais de 120 profissionais da área de engenharia da empresa." A Ecovias afirmou também ter equipe especializada para fazer os reparos necessários.

Telefones para emergência apresentam problemas

Os motoristas que utilizam a Via Anchieta precisam recorrer ao celular para se comunicar em caso de emergência. Isso porque telefones de SOS, espalhados ao longo do traçado da rodovia, apresentam defeitos e impedem a comunicação com a concessionária.

A equipe do Diário testou dez equipamentos, escolhidos aleatoriamente em diversos pontos da estrada. Destes, apenas dois funcionavam. Alguns telefones apresentam sinais de deterioração, como ferrugem e partes destruídas por vândalos.

Outro problema é que o aparelho só pode ser utilizado para comunicação com a Ecovias. Ou seja, se o usuário precisar pedir auxílio à Polícia Militar, o aparelho não permite.

Em nota, a concessionária informou que "realiza manutenção preventiva diária em todos os telefones de emergência do sistema e passa por auditorias quinzenais pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo)". A empresa diz que um dos equipamentos, no Km 33, foi vistoriado ontem, apresentou problemas na fibra ótica e será consertado em breve.

Pedestres se arriscam para atravessar rodovia em Cubatão 

Moradores de favelas próximas à Via Anchieta se arriscam para atravessar a rodovia sem utilizar a passarela. A equipe do Diário permaneceu por cerca de dez minutos na favela Cota 200, localizada na altura do Km 50.

Um dos moradores que decidiram fazer a travessia pelo chão é o vendedor Antônio Celestino da Silva, 33 anos. Embaixo da passarela, Silva diz ter "preguiça" de subir ao elevado. "É perigoso atravessar aqui. Eu mesmo já vi vários acidentes. Mas demora muito subir a passarela. Então, resolvo me arriscar por aqui mesmo", afirmou.

A travessia irregular é feita por ciclistas, mulheres, idosos e crianças.

Na favela Cota 95, na altura do Km 53, a implantação de uma grade no guard-rail central impede a travessia. O alambrado chega a quase dois metros de altura.

"Depois que colocaram a grade não teve mais atropelamentos aqui. Mas antes, era direto. Principalmente nos feriados, quando o povo está todo na rua e a rodovia é mais movimentada", disse o técnico de manutenção Willian Costa, 33.

Para ele, o principal problema do bairro é quando a pista de subida é invertida. "Temos de pegar um ônibus em Cubatão e descer na Imigrantes para chegar aqui", lamentou.


Período de escoamento da safra de grãos deve provocar caos nas estradas da Baixada Santista

Luigi Di Vaio - A Tribuna



As estradas da Baixada Santista podem viver seis meses de caos, entre o final de abril e outubro. Esse é o período do escoamento da safra de grãos.

Não há qualquer planejamento de operação especial nas rodovias da região para absorver o aumento do número de caminhões, o que deve ocorrer dentro de pouco mais de um mês.

Sem um planejamento, a tendência é de se repetirem os congestionamentos de anos anteriores. Com o agravante da previsão do Ministério da Agricultura de um novo recorde para a safra de grãos 2010/2011.

Como o Porto de Santos escoa um terço de toda exportação do Brasil, não é difícil prever mais dor de cabeça para quem vai e volta de São Paulo, ou para quem mora em Santos ou em Cubatão (e vice-versa).

*É preciso pensar na terceira via para o litoral

Vitor Sapienza*


Créditos: Reprodução/Ecovias
Uma das características do bom
governante é pensar longe, ter visão de
futuro, trabalhar com o planejamento
estratégico, com o objetivo de melhorar
as condições e a qualidade de vida da
população, seja no plano federal, estadual
ou municipal. E certamente essa é uma
das características do governador Geraldo
Alckmin. É por isso que determinadas ações
ou obras devem ser pensadas com anos de
antecedência, até como prevenção para não
correr o risco de depois ter que remediar, improvisar.
Seguindo nessa linha de raciocínio, fica aqui a sugestão
para o governador Alckmin ir estudando o planejamento
de uma terceira rodovia para o litoral, tendo em vista o
esgotamento do sistema Anchieta-Imigrantes.
A Imigrantes, bem mais nova que a Anchieta, foi entregue
há 35 anos e, desde essa época, a população aumentou
e a frota de veículos cresceu vertiginosamente. Em
paralelo e esse quadro, temos a grande obra do Rodoanel
que está facilitando sobremaneira o
deslocamento do pessoal do interior para
o litoral. Dessa forma, qualquer feriado
prolongado é um sacrifício para milhares
de famílias que pretendem desfrutar de
um pouco de lazer nas praias.
A ideia sugerida é a construção
de uma rodovia a partir do bairro de
Parelheiros, no extremo da zona sul da
capital, com o trecho final no município
de Itanhaém. O planejamento poderá
indicar a viabilidade de construir vias
de interligação com outras estradas,
de forma a possibilitar o escoamento de veículos
com melhor racionalidade. Assim, seria oferecida
uma alternativa às duas vias já existentes e, em
consequência, a redução dos congestionamentos, com
economia de tempo e de combustível.
É compreensível que o planejamento de uma obra
dessa magnitude leve anos. É importante e necessário
preocupar-se com a preservação do meio ambiente. Para
isso, torna-se preciso um estudo criterioso sobre o impacto
que a construção poderá ter na área ambiental. Entendo
que também deve haver uma ampla discussão com a
sociedade, especialmente com as entidades de defesa do
meio ambiente, para que haja a combinação de progresso
com o ambiente saudável.
Entretanto, paralelamente a esses estudos de viabilidade
da nova estrada, há a necessidade de também planejar a
melhoria da infraestrutura das cidades litorâneas, para
abrigar em boas condições a avalanche de turistas. É
fundamental e imprescindível melhorar a captação e
distribuição de água potável, a coleta e tratamento de
esgoto, as condições de trânsito urbano, a assistência
médica e outros benefícios.
Então é preciso pensar o futuro, planejar uma ação
coordenada, combinando melhor acesso pelas estradas
sem transtornos e com boas condições de hospedagem
e lazer, sem sacrificar a população local e assim garantir
opções saudáveis de descanso e divertimento.


*Vitor Sapienza é deputado estadual (PPS), ex-presidente
da Assembleia Legislativa, membro efetivo da
Comissão de Finanças e Orçamento, economista e agente
fiscal de rendas aposentado.


Em um ano, Rodoanel Sul teve 2,3 mil carros com pane seca

Segundo concessionária, motoristas esquecem que via de 61,3 km não tem posto de combustível ou oficina mecânica


Renato Machado e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo

Todos os dias, 74 veículos precisam ser socorridos no Trecho Sul do Rodoanel por problemas como pane seca, falhas mecânicas e pneu furado. No primeiro ano da via - completado exatamente hoje -, foram 25 mil casos.

Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE
Reboque. Ao todo, foram 25 mil falhas mecânicas na via

Mas a informação que mais chamou a atenção dos administradores da via é a grande quantidade de casos de pane seca no meio do caminho. Foram 2,3 mil automóveis que ficaram sem combustível e precisaram ser resgatados por guinchos e equipes de socorro - quase sete carros por dia.

O Rodoanel foi projetado como uma rodovia de classe zero - via expressa que não pode ter acessos para municípios e estabelecimentos comerciais. Por isso não há, ao longo dos 61,3 quilômetros do Trecho Sul, facilidades comuns nas demais estradas brasileiras, como restaurantes e postos de gasolina. Se somados os Trechos Sul e Oeste - os únicos em funcionamento - são mais de 100 km sem os serviços.

Os números de ocorrências registradas estão no balanço oficial da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) dos primeiros 11 meses de funcionamento do trecho - a empresa deixou de ser a responsável pela via um mês antes do aniversário de um ano, quando a concessão passou para a iniciativa privada. Os dados mostram que 10,7 mil casos (43%) se referem a veículos que tiveram problemas mecânicos e elétricos. "Estamos há 20 dias administrando a rodovia e esse cenário permanece na nossa gestão", revela o diretor executivo da SPMar - que detém a concessão do Trecho Sul - Marcelo de Afonseca.

Dependendo da posição em que aconteceu o problema, os motoristas são levados para a Via Anchieta ou para a Rodovia Régis Bittencourt. A SPMar ainda é obrigada a notificar os casos de pane seca para o Comando de Policiamento Rodoviário, que autua os motoristas. A multa é de R$ 85,13 e resulta em quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Pneus. Outro caso recorrente - cerca de 2,5 mil registrados - são os furos de pneus. A maioria dos veículos que têm esse problema também precisa ser removida, pois não conta com os pneus reservas em bom estado. Além disso, o trecho registrou 650 acidentes durante o período analisado - quase dois por dia. Desse total, 20% foram considerados graves e houve 12 mortes.

Trecho Oeste do Rodoanel acumula trânsito e reclamações dos motoristas

G1 percorreu rodovia por 5 dias; há falta de comunicação e assistência.
Sem os trechos Norte e Leste, parte do Oeste já dá sinais de saturação.

Juliana Cardilli  -  G1 SP

trânsito rodoanel (Foto: Juliana Cardilli/G1)Trânsito no sentido Perus do Trecho Oeste do Rodoanel: rotina para os motoristas (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Quatro faixas tomadas por carros e caminhões praticamente estacionados no horário de pico, por vários quilômetros, em uma via em alguns pontos cercada por prédios e outras concentrações de moradias. O cenário poderia ser a Marginal Tietê, mas corresponde ao Trecho Oeste do Rodoanel, via criada justamente para desafogar o trânsito da cidade de São Paulo e facilitar a transição entre rodovias. Mesmo quando não há trânsito, o motorista não está livre de problemas: a falta de comunicação e de telefones de emergência deixa quem tem problemas mecânicos sujeito a esperar horas na pista por auxílio.

Com apenas metade da obra pronta – os trechos Leste e Norte ainda não foram construídos – a parte Oeste já dá sinais de saturação, transformada em uma via urbana. A equipe de reportagem do G1 percorreu os dois sentidos do Trecho Oeste do Rodoanel entre esta segunda (21) e sexta-feira (25), no início da manhã, e conversou com diversos motoristas. Enquanto quem segue no sentido da Régis Bittencourt quase sempre tem vida tranquila e pistas livres, os motoristas que vão no sentido oposto precisam de paciência para enfrentar os congestionamentos diários.

O tempo levado para percorrer os 29 quilômetros da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães até a Rodovia Régis Bittencourt variou entre 21 minutos (no sentido Régis, sem trânsito) a 55 minutos (no sentido oposto, com 8 km de filas e dois acidentes). Quem circula pela rodovia todos os dias relata um grande aumento do trânsito após a inauguração do Trecho Sul e teme que a via não comporte sua demanda.

“Tem muito trânsito, caminhão quebrado, batidas, principalmente com caminhões. O trânsito piorou muito depois que inaugurou o Trecho Sul”, disse o vendedor Tarcísio Guimarães. “Está começando a deixar de ser viável no horário de pico, fica tudo travado”, reclamou o técnico de equipamentos odontológicos José Araújo Batista.

Batista percorre todos os dias o trecho entre a Rodovia Raposo Tavares até a Rodovia dos Bandeirantes ou Perus. “Quando inaugurou, levava 14, 16 minutos nesse percurso. Agora dá 30, 40 minutos, quando o trânsito não está muito ruim. Já cheguei a levar duas horas com acidente”, afirmou. Segundo a concessionária, em 2010 foram registrados 968 acidentes, com 577 feridos e 15 mortes.

trânsito acesso castello rodoanel (Foto: Juliana Cardilli/G1)Trânsito é mais complicado no acesso à Rodovia
Castello Branco (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Em todos os dias da semana, o sentido Perus da rodovia teve no período da manhã pelo menos 6 km de lentidão – sempre do km 24 ao km 18. A situação fica mais complicada no acesso à Rodovia Castello Branco, que tem faixas paradas no sentido São Paulo. Nesse trecho, é comum ver motoristas usando o acostamento como faixa de tráfego. Com a frota de veículos da capital paulista alcançando os 7 milhões neste mês, o futuro parece sombrio.

“Essa visão apocalíptica eu acho bastante procedente, aumentando o fluxo até ficar no ponto de um colapso total. Essa é uma obra pensada há mais de 40 anos, que está sendo implantada há muito tempo e que está incompleta, não só em relação à implantação dos trechos, mas a seu funcionamento”, afirma a urbanista Silvana Zioni, professora da Universidade Federal do ABC. “Não são raras as criticas à sinalização, ao esquema de operação mesmo. É realmente um problema.”

Falta de assistência
Outra grande reclamação dos motoristas é a falta de assistência e de comunicação. Não há telefones de emergência instalados na via – apenas algumas placas que indicam os telefones da CCR e da Polícia Rodoviária – a reportagem contou sete em cada sentido. Quem tem algum problema precisa esperar alguém passar e parar.

rodoanel caminhão (Foto: Juliana Cardilli/G1)O motorista Cícero da Silva também teve problema
e não conseguiu assistência (Foto: Juliana Cardilli
/G1)

Foi o caso do motorista de caminhão Cícero da Silva na segunda-feira (21). Quando a equipe do G1 o encontrou, ele estava havia 2 horas e 20 minutos parado no acostamento com um problema mecânico, aguardando a chegada de uma peça. “Nenhum policial, ninguém da concessionária, ninguém parou para ver o que estava acontecendo, se podia prestar socorro. A gente paga pedágio, não pode ser assim”, afirmou.

Apesar de a concessionária CCR Rodoanel afirmar que há um monitoramento constante feito por câmeras e carros e que há um prazo mínimo de atendimento, houve outros relatos de problemas. De fato, nos casos em que os veículos estavam parados na pista, atrapalhando o trânsito, havia apoio da CCR ou da polícia. Mas quem fica parado no acostamento não tem a mesma assistência.

rodoanel oeste (Foto: Arte/G1)

“Acabou a gasolina do carro e não passou um socorro. Você paga pedágio todo santo dia e não tem assistência”, relatou o técnico de equipamentos odontológicos José Araújo Batista na quarta-feira (23). Ele estava havia cerca de uma hora e meia parado no sentido Perus e não tinha o telefone da CCR – fornecido pela reportagem –  para que pedisse ajuda.

A falta de posto de combustível no trecho e de outros pontos de apoio preocupa a urbanista Silvana. “Você não pode imaginar que dentro de uma região metropolitana você vai ter áreas sem comunicação, sem posto. É contraditório, principalmente pensando em um equipamento que é dos mais sofisticados.”

O vendedor Tarcísio Guimarães também conversou com a reportagem quando enfrentava um problema – um pneu furado. “Eu tenho o telefone da concessionária porque passo todos os dias, mas se é alguém que não passa com tanta frequência, não tem”, alertou.

rodoanel motorista (Foto: Juliana Cardilli/G1)Motorista ficou mais de uma hora parado após ficar sem gasolina (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Rodovia com função urbana
Para a urbanista Silvana, parte dos problemas do Rodoanel vem do tempo levado em sua construção – os estudos foram desenvolvidos com uma perspectiva de menor crescimento econômico. A rodovia hoje tem função urbana, passa por dentro de cidades da região metropolitana.

rodoanel pedágio (Foto: Juliana Cardilli/G1)Motoristas pagam R$ 1,35 de pedágio a cada vez
que entram no Trecho Oeste do Rodoanel  (Foto:
Juliana Cardilli/G1)

“O Trecho Oeste nada mais é do que uma avenida, está no meio de uma área urbana, no vetor de maior crescimento do últimos dez anos. Não está funcionando apenas como articulação de rodovias. Todo o apelo feito para o Rodoanel é que vai tirar os caminhões da cidade. Mas a ocupação principal é de automóveis”, afirma. “Isso dá a dimensão de quanto essa obra foi atrasada, e como ela está mais atrasada ainda.”

Por ser cercada de moradias, há passarelas já instaladas no trecho, e outra em construção, próximo à Rodovia Régis Bittencourt. Na parte que passa por Osasco e Carapicuíba, há até um pequeno parque às margens da rodovia, assim como vias paralelas nas quais passam ônibus. E mesmo tendo sido inaugurado há mais de oito anos, em outubro de 2002, ainda há obras frequentes. “Desde que inaugurou não para de ter obra. Todo dia tem uma”, afirmou a veterinária Erina Peterlini.

Trecho Sul
Inaugurado há quase um ano, em 1º de abril de 2010, o Trecho Sul é apontado pelos motoristas como razão do aumento do número de veículos no Trecho Oeste. São 57 km de extensão – mais 4,3 km de prolongamento até a Avenida Papa João XXIII. Mais extensa e com menor adensamento populacional em torno, a falta de telefones de emergência na rodovia é ainda mais notada. O problema é reforçado devido aos pontos sem sinal de algumas operadoras de telefonia celular.

A sinalização, muito criticada por estar incompleta na inauguração, já foi bastante melhorada. O fluxo de caminhões é grande, mas é possível seguir perto da velocidade máxima – o trecho total de pouco mais de 61 km foi feito em 42 minutos na quinta-feira (24). E apesar de já haver praças de pedágio instaladas, a cobrança ainda começou.

rodoanel trecho sul (Foto: Juliana Cardilli/G1)Trecho Sul ainda não em tem tanto trânsito, mas há problemas de comunicação (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Outro lado
A equipe de reportagem do G1 procurou as concessionárias CCR Rodoanel (Trecho Oeste), SPMar (Trecho Sul), a Polícia Militar e a Dersa para se pronunciarem sobre os problemas apontados pelos motoristas.

A SPMar informou que conta com um sistema de monitoramento 24 horas, com câmeras, três veículos de inspeção, mecânicos e seis guinchos para prestar assistência aos motoristas. “Por contrato devemos instalar os telefones de emergência em até 12 meses após a assinatura do contrato [ocorrida em 10 de março de 2011], e iremos finalizar essa ação antes desse prazo”, disse Marcelo de Afonseca, diretor executivo da companhia.

Já a cobrança dos pedágios só será feita depois da realização de melhorias na estrada, como sinalização, pavimentação, poda e capina. Em contrato, foi determinado que as ações devem ser concluídas até 180 dias após o contrato. A tarifa apresentada na licitação em julho de 2009 foi de R$ 2,1991, valor que poderá ser reajustado.

A CCR Rodoanel informou que uma pesquisa com os motoristas apontou que a satisfação com o atendimento mecânico está em 70%. Veículos de apoio circulam por toda a extensão a cada 90 minutos para verificar possíveis problemas. Até a metade deste ano, 100% do trecho será monitorado por câmeras - mais 22 serão instaladas.

Ainda de acordo com a concessionária, também até junho serão instalados 60 telefones de emergência. Enquanto isso não acontece, foi feita distribuição de adesivos com o telefone 0800 nas praças de pedágio. Entre as obras que ainda estão sendo feitas, estão a revitalização do pavimento, construção de barreiras acústicas, construção de novas bases operacionais e obras de melhorias no Trevo da Padroeira.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) negou que o Trecho Oeste esteja saturado e disse que já exigiu providências à concessionária para solucionar os congestionamentos. “Análises indicam que esses congestionamentos ocorrem devido à deficiência na capacidade de tráfego do viário municipal. Por esse motivo, a Concessionária RodoAnel e a Prefeitura de Barueri estão em tratativas para melhoria nos acessos ao município”, disse em nota o órgão.

A Artesp também informou que fiscaliza a qualidade dos atendimentos, e que os usuários podem fazer reclamações pelo telefone 0800 727 8377. A agência também reforçou que os telefones de atendimento estarão instalados no Trecho Oeste até o início de junho, a cada quilômetro, e que o serviço de telefonia celular não é de responsabilidade das concessionárias.

A Polícia Militar não retornou o contato feito pela equipe de reportagem



Alerta






Não existem postos de combustível no Rodoanel Mário

Covas

Postos  mais próximos do Rodoanel
 
  (Trecho Sul):

1. Rodovia Régis Bittencourt, – km 279 


(sentido SP/ Curitiba)


2. Rodovia dos Imigrantes, – km 36

(sentido São Paulo-litoral)



3. Via Anchieta, – kms 22 e 29

(sentido São Paulo-litoral)

Créditos: Edison Baraçal
 

Confira a lista das estradas mais perigosas de São Paulo


G1

Créditos: Rogério Soares

Uma pesquisa da Secretaria de Transportes apontou as dez estradas mais violentas do estado de São Paulo. A Rodovia Anhanguera lidera o ranking de acidentes com mortes. Em 2010, foram 121 ocorrências. A segunda rodovia mais violenta foi a SP-55, a Rio-Santos, com 105. Na Raposo Tavares, foram 95 acidentes com mortes.

Em 2009, a Rodovia dos Bandeirantes nem aparecia na lista, mas passou de 40 para 59 ocorrências no ano passado, um maior aumento no número de acidentes com mortes em rodovias do estado de São Paulo.

Cento e trinta mil veículos circulam todos os dias pelas oito pistas no trecho entre São Paulo e Jundiaí. Os atropelamentos representam 34% das mortes registradas no ano passado. Segundo a concessionária que administra o trecho, a maioria dos acidentes com pedestres acontecem a menos de 200 metros das passarelas.

Os acidentes de moto com mortes passaram de seis em 2009 para 16 em 2010. De acordo com o gestor de tráfico da concessionária, Fausto Cabral, pedestres e motociclistas são alvos constantes de campanhas educativas. “Nós vamos ter campanhas o ano todo, focado diretamente para esse público [pedestre e motociclista] e também trabalharemos com apoio do policiamento rodoviário, intensificando a fiscalização”.

O fim de semana costuma registrar mais acidentes. O dia em que ocorrem mais mortes é o sábado (19,7%). O domingo aparece em segundo, com 18,2%, seguido de sexta-feira, com 16,9%.




2010 MORTES   2009 MORTES
1º Via Anhanguera 121   1º Via Anhanguera 128
2º Rodovia Rio-Santos 105   2º Rodovia Raposo Tavares 103
3º Rodovia Raposo Tavares 95   3º Rodovia Rio- Santos 96
4º Rodovia Washington Luís 75   4º Rodovia Presidente Castello Branco 88
5º Via Rondon 73   5º Rodovia Washington Luis 83
6º Rodovia Presidente Castello Branco 71   6º Via Rondon 75
7º Rodovia dos Bandeirantes 59   7º Rodovia Dom Pedro I 51
8º Rodovia Assis Chateaubriand 52   8º Rodovia Com. João Ribeiro de Barros 49
9º Rodovia Luiz de Queiroz 48   9º Rodovia Luiz de Queiroz 49
10º Rodovia Abrão Assed 44   10º Rodovia Assis Chateaubriand 49


Hora Marcada

Em sua página na internet, a Dersa disponibiliza serviços que permitem ao usuário agilizar a travessia e evitar contratempos. No endereço www.dersa.sp.gov.br é possível verificar online e em tempo real a situação em cada uma das travessias.

Dicas

Além de saber sobre o trânsito, é interessante se preparar adequadamente para viagem. Veja alguns passos que devem ser passados aos usuários das estradas a fim de que possam curtir o Carnaval com segurança e conforto:

- Fazer uma breve revisão no automóvel, verificando freios, amortecedores, luzes, óleo, pneus e equipamentos obrigatórios;

- Evitar o transporte de animais no interior do veículo;

-Fazer uma estimativa de custo da viagem (combustível, pedágios, alimentação, entre outros) e reservar também para emergências;

-Usar roupas confortáveis que não prejudiquem os movimentos;

- Verificar se as documentações do veículo e do condutor estão em ordem;

- Respeitar a proibição da ingestão de bebidas alcoólicas ou de outras substâncias que alterem a capacidade de direção do veículo;

- Observar as normas e a sinalização de trânsito, especialmente quanto aos limites de velocidade e às ultrapassagens em locais proibidos;

- Não iniciar ou prosseguir a viagem cansado ou com sono;

- Utilizar os faróis baixos acesos também durante o dia nas rodovias, prática que promove maior visibilidade aos veículos.

SERVIÇO


SP 055 (Rod. Padre Manoel da Nobrega/ Manoel Hippolito Rego)

SP 098 (Rod. Dom Paulo Rolim Loureiro – Mogi - Bertioga)

SP 099 (Rodovia dos Tamoios)/ SP 125 (Rodovia Oswaldo Cruz)

Serviços:

- Informações de tempo de viagem na SP 055 e SP 099: painéis eletrônicos, site (www.der.sp.gov.br) e 0800 055 5510

- Situação de tráfego nas estradas - disponível por telefone e nos sites do DER e da Secretaria de Logística e Transportes


SECRETARIA DOS TRANSPORTES 0800 15 0105

DER 0800 055 5510

POLÍCIA RODOVIÁRIA (11) 3327-2727

BALSAS 0800.773.37.11

ECOPISTAS 0800.777.0070

ECOVIAS 0800.19.78.78

Assessorias de Imprensa

Secretaria dos Transportes

Telefones: (11) 3702-8110 / 3702-8111 Celular de plantão: 7130-8890

e-mail: transportes@transportes.sp.gov.br

Comando de Policiamento Rodoviário

(11) 3327-2631/2626email: imprensapm@polmil.sp.gov.br

  Site Map